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BRASIL, Sudeste, PRESIDENTE PRUDENTE, Homem, de 15 a 19 anos



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    De olhos bem abertos


    Que país é esse?

     

    Eu dirijo estas palavras à criança, ao jovem, ao adulto e ao sábio.

     

    De baixo da ponte, dentro de uma casa e, até mesmo, no topo de arranha-céu, se você entende o meu português tupiniquim, você é, com certeza, brasileiro. Repito: Brasileiro!

    Não é, portanto, alemão, chinês tampouco americano. Você é, sem sombra de dúvida, brasileiro.

    Não obstante, nega a sua identidade ao fazer juras de ódio ao pé do ouvido da nação. Faz juízo do seu compatriota com base em suas origens e se esquece que tanto você quanto ele são essencialmente brasileiros. Fala do Brasil como se fosse o entulho do planeta, ratificando as mentiras e os preconceitos impostos pelas nações, que tentam frear o crescimento desse nosso país tão promissor.  Não podemos nos embebedar com a fumaça industrial dos países desenvolvidos, os quais procuram sepultar deliberadamente qualquer esperança em relação ao futuro do nosso país com discursos recheados de descaso e ceticismo. Devemos, sim, desapropriar qualquer forma de imperialismo estrangeiro com o colírio da sobriedade, resgatando a nossa identidade e o nosso orgulho de ser brasileiro.

    Por acaso você já se esqueceu que muitas figuras emblemáticas da história mundial têm por berço a pátria amada Brasil? Pelé? Chico Buarque? Vila Lobos? Machado de Assis? Rui Barbosa? Deseja mesmo que eu continue?

    Ainda assim, você sustenta audaciosamente a idéia de que o Brasil é pobre e está à margem do mundo contemporâneo. Para você, ser brasileiro é uma coisa negativa. Não por acaso, você, brasileiro, se auto-rotula de folgado, acomodado e alienado. Pare com isso! O brasileiro não é assim. Ele é lutador por natureza. Em busca da justiça, lutava e não pode deixar de lutar agora. Lembrem-se das inúmeras revoluções e protestos que marcaram a história heróica desse país.

    O brasileiro não se calou diante da dominação portuguesa. Rejeitou o imperialismo americano. E, mais importante, negou-se a aceitar a ditadura, dando a cara a bater e a vida a perder se fosse preciso. O que motiva e sempre motivou essa nação, são os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade expressos na Revolução Francesa, muito embora alguns poucos tenham tentando dissuadir-nos do contrário. Somos combatentes. Se negarmos isto, negamo-nos a nós mesmos e, por conseqüência, inviabilizamos o futuro - decerto grandioso - desse nosso Brasil.

    Eu gostaria de lembrá-los que a nossa pátria já figura entre os 10 países mais desenvolvidos e, não fosse as desigualdades sociais, estaríamos certamente entre os cinco primeiros com folga. Por isso, acredito que o nosso país deveria começar a ser tratado como grande, a começar pelos filhos ingratos, do contrário não será respeitado devidamente pelas outras nações. Convém restaurar a nossa identidade como país, deixando para trás essa visão nostálgica e despretensiosa de Brasil. Mais do que nunca, reivindicar o nosso lugar de direito entre as grandes nações é essencial, nunca se esquecendo da humildade que nos trouxe até aqui. Orgulho Brasil! Afinal de contas, “a beleza do mundo é nossa. Com brasileiro não há quem possa.”

     

     

     

     



    Escrito por Estevão Daniel às 03h38 PM
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    Reeducando a Educação

     

     

    Ao que parece, a educação não tem sido tratada com a seriedade devida, a exemplo do que se pode observar na ilustração.  Se a ilustração não for suficiente para convencê-lo, meu caro leitor, eu gostaria de lembrá-lo da pobreza, do comodismo, da alienação, sendo que elas todas são heranças ainda não remediadas do nosso passado recente como nação.

     

    Diante desse quadro, qual, pois, seria o melhor remédio?

     

    Educação. Educação. E se não bastar, mais educação. Não me refiro à educação em frangalhos que presenciamos em nosso país. Refiro-me à educação verdadeira, realizada com ética e compromisso, cujo resultado são cidadãos conscientes e ativos, ao contrário do que se observa por aí. E isso não é uma utopia!

     

    Pois bem, é imprescíndivel reeducar a própria educação. Em outras palavras, é necessário apurar, com cuidado, os princípios que norteiam a educação em nosso país e, depois, descartar as práticas fossilizadas que em nada colaboram para a formação do indivíduo. A apuração, no entanto, é somente parte do processo, uma vez que é preciso implementar novas práticas que possam, de certa forma, atender às exigências de mercado, bem como despertar o senso-crítico nos alunos(acima de tudo).  

     

    Num segundo momento, deve-se ocupar da formação do professor, o qual desempenha papel vital na realização de qualquer espécie de mudança significativa. Afinal, do que adianta ter em mãos uma teoria perfeita se o encarregado de aplicá-la não está apto para tanto.

     

    Por fim, os pais, sempre que possível, devem participar em efetivo da vida escolar dos seus filhos, orientando e fiscalizando se os mesmos estão cumprindo com as suas obrigações. Além do mais, cabe aos pais transmitir valores éticos e morais, tão indispensáveis, senão mais importantes, do que qualquer outro tipo de ensinamento.

     

    Muito embora essa análise seja simplória, ela se equipara, em termos de simplicidade, à educação que recebemos. Portanto, eu afirmo que a pertinência da colocação não poderia ser maior.

    Finalizando:

    De que forma a educação que recebemos distoa do que foi relatado anteriormente? Como devemos proceder, de maneira a reformar a educação tal como conhecemos, para que ela venha de encontro às necessidades do mundo moderno?

     



    Escrito por Estevão Daniel às 05h18 PM
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    Olá Pessoal, tomei a liberdade de "invadir" o blog do Estevão para fazer uma postagem de um assunto que provavelmente será mais do polêmico do que os já tratados anteriormente. Digo isso, não por pretensão, mas sim porque, até o momento, os temas abordados são bastante abstratos, o que, de certa forma, dificulta a elaboração de opiniões e críticas que fujam do senso comum, e dos clichês - fato que tenho observado, de modo geral, nos comentários deixados aqui, incluindo ai, os meus.Um assunto mais concreto e, com soluções mais tangíveis, geraria opiniões mais diversificadas e conflitantes, fato que, certamente, seria mais produtivo para todos que frequentam este blog.

    De qualquer maneira, apesar de acreditar que esse o próximo post tenha um nível de discussão maior, gostaria que continuassemos a reflexão anterior sobre os esteriótipos brasileiros, mesmo que seja a fim de finalizá-la com uma conclusão que se aproxime de nossa realidade.

    Sem mais delongas, o texto a seguir foi um resumo modificado de um "extenso" trabalho a respeito das drogas e a sua relação com a economia.

    Legalização das drogas

     

    O mercado ilegal das drogas tem se mostrado altamente lucrativo, gerando ganhos aproximados de US$ 400 bi, superiores ao da indústria do petróleo. A sua produção corresponde a uma parcela importante na economia de alguns países, como por exemplo, no Marrocos, onde 1,5% das terras aráveis são destinadas ao cultivo de haxixe. Por se tratar de um produto com demanda inelástica, alterações no preço das drogas não provocam mudanças significativas na quantidade demandada. Por isso, algumas delas, como a heroína, são comercializadas a preços absurdos. No entanto, percebe-se que o nível geral de preços vem caindo e a disponibilidade nesse mercado, aumentando. A fim de combater esse problema, a medida mundial adotada foi simples e nada criativa: a guerra.

    As primeiras políticas de repressão aos entorpecentes iniciaram-se nos EUA, por volta da década de 20 e tornaram-se, ao longo do tempo, cada vez mais rígidas. Contudo, a repressão não funcionava e o país assumia a liderança no ranking dos consumidores de drogas. Mesmo assim, os métodos de erradicação foram mantidos e, em 1961, foi assinado, na ONU, sob grande influência norte-americana, um pacto global para o combate a esse problema. Muitas alternativas foram adotadas em diversos países, alguns enrijeceram a legislação – como a Suécia - outros flexibilizaram-na , “legalizando” o consumo de algumas drogas – como na Holanda.Os resultados foram dos mais variados possíveis: sendo alguns eficazes, outros, nem tanto.Essa diversidade de resultados demonstra que aspectos culturais e econômicos influenciam na aceitação e na liberalização das drogas em um país.Dentre as conclusões obtidas,temos a do aumento do consumo nos países onde a droga foi descriminalizada, e esse é um dos pontos principais utilizado pelos críticos da legalização. No entanto, esse é um dos maiores tradeoffs da questão: qual deles (desses métodos) é capaz de reduzir mais o custo social da droga, ou a soma de todos os malefícios que ela causa?

    Essa conclusão é muito útil a vários países, dentre eles, o Brasil – que apresenta graves problemas relacionados ao tráfico de drogas e suas conseqüências. A legalização e o esclarecimento sobre o uso das drogas deveriam ser mais discutidos no país, apostando na informação como meio de se alcançar resultados positivos na formulação de políticas públicas. A renda que esse gigantesco mercado geraria ao país poderia custear os gastos com prevenção, fiscalização, tratamento, segurança e etc. Porém, não se pode tomar medidas como estas, sem antes realizar-se um estudo competente sobre os mais diversos impactos (econômicos e não econômicos) que a questão implica na sociedade, além de providenciar melhorias emergenciais na polícia -  na política - e na saúde pública.

     



    Escrito por Marcelo às 05h07 PM
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    Estigmas, estereótipos... até quando?

    O personagem Zé Carioca da Walt Disney é a figura emblemática que melhor representa o Brasil segundo os americanos (criado por eles).  O Zé, basicamente, é um típico malandro, que sempre escapa das encrencas com o seu jeitinho matreiro de ser.  Como se convencionou chamar, o jeitinho “brasileiro” de ser.

    Cá entre nós, melhor seria se ele fosse uma caricatura, no entanto, ele não é. Ele ratifica mundo afora e Brasil adentro o estigma que o próprio brasileiro nutri de si mesmo – preguiçoso, acomodado, oportunista... E não há nada de engraçadinho nisso.

    Nada contra o personagem; aliás, ele é um caso representativo de muito outros tantos por aí. A grande questão, afinal, não é o Zé, mas sim os estereótipos, ou seja, os rótulos impostos sobre os filhos da pátria brasileira, entre os quais, ele certamente está inserido. Até que ponto essas imagens nos influenciam como nação, de modo a criarmos um conceito negativo de nós mesmos? Qual seria o melhor caminho para romper com essas construções sociais, as quais denigrem a imagem do brasileiro tanto fora como dentro do país?




    Escrito por Estevão Daniel às 01h21 AM
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    Ética da Malandragem

    O nosso país é, de fato, uma mina de ouro para políticos. Eles agem a bel-prazer, quase sempre usando de artimanhas retóricas para se justificar. E dessa vez não poderia ser diferente, é claro.

    Aliás, eu me deparei com algo bisonho, para não dizer outra coisa, ontem à noite. Ao exercer a sua função de político, isto é, roubar, um político ilustre alegou efusivamente que, mesmo quando faz isso, ele o faz com ética. Daí nasce mais um jargão politiquês, a tal da "ética da malandragem".

    Curiosamente, o ilustre político se vale de um eufemismo, em outras palavras, ele suaviza a gravidade do seus gestos, roubando "com ética". É inacreditável como o nosso governo transforma os mais depravados gestos de conduta em algo assim tão insignificante, não é verdade?

    Aproveitando a deixa, o quê vocês acham da impunidade política em nosso país? Por que a justiça anda atrelada ao capital?  Enfim, o quê fazer para acabar com a tal da ética da malandragem?



    Escrito por Estevão às 05h16 PM
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    De olhos bem abertos

    Descortinando o espetáculo antes mesmo da sua realização. Aprendendo a observar a essência em detrimento da aparência. Dispensando adornos e retóricas vazias para entender o discurso. Somente com os olhos bem abertos, veremos por de trás das linhas, por debaixo dos mantos e por através dos disfarces. De olhos bem abertos, enfim, seremos críticos perspicazes a ponto de remover a maquiagem em favor da realidade.

    Abra os seus olhos!

    Veja!

    Comente!

    Retire essa venda dos seus olhos de uma vez por todas.



    Escrito por Estevão às 07h01 PM
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